domingo, 24 de janeiro de 2010

Religião

Todos que me conhecem, sabem que sou ateu.
Mas pouco sabem o que realmente significa ser ateu.

Alguns respeitam essa minha característica.
Outros criticam.
Alguns tentam argumentar.
Mas no final a razão sempre vence a suposição.
Mas isso não tem nada haver com fé.
Que eu respeito assim como o amor, a amizade e a justiça.

Demorei muito para escrever sobre isso.
Na verdade já tinha escrito um livro inteiro sobre isso em minha mente.
Mas como tudo é sempre muito complexo quando se fala nisso…
É prudente escolher as frases mais simples para começar.

Poderia começar falando das definições da língua portuguesa para religioso e ateu, mas isso já está muito batido (a não ser para quem nunca se importou em saber o que é uma coisa ou outra).
É verdade… Tem muita gente que acha que sabe, mas não sabe.
Que pensa que é religioso, mas não é.

Uma pessoa religiosa é aquela que segue à risca os preceitos, dogmas, mandamentos, etc., de sua religião.

Um ateu é uma pessoa que não tem a seguir, preceitos baseados em uma religião, mas que segue seus próprios preceitos, baseados em coisas diferentes, como ética, política, sociedade, amor, etc..

Cada ateu é diferente do outro. Cada pessoa tem seus motivos para ser um ateu. Por isso cada um segue seus desígnios.

Cada religioso é diferente, pois encherga sua religião de forma diferente, ou porque tem mais ou menos afinco com suas regras e demandas.
Nem todo mundo que se diz religioso segue realmente sua religião, mas acreditam todos em pelo menos uma coisa: na existência de um deus.

Alguns ateus acreditam em um deus. Outros não.
Quem acredita é chamado de agnóstico (ou sem religião); 
E quem não acredita é chamado de cético, quando tem uma visão extremamente solidificada dessa realidade.

Durante muito tempo eu fui um cético, e acreditei somente a pura lógica e razão. Mas mesmo as pedras podem mudar com o tempo e depois de mais de vinte anos acreditando nisso, hoje posso me dar o luxo de dizer que tudo pode ser verdade, assim como tudo pode ser mentira, até mesmo a vida que vivemos.

Mas não estamos aqui para descobrir isso, todos nós.
A maioria está aqui em outras missões pessoais.
Alguns vivem suas vidas em função de dar ou encontrar respostas que no final das contas não passam de puras suposições.
Por isso eu passei de orador e contra-argumentista àquele espectador que fica ali no canto… Rindo de todo esses esforço que os seres humanos fazem para tentar ser apenas criações de algo maior, ou que somos apenas o produto do acaso.

Se já estamos aqui mesmo…

Mas antes… Sai de perto!
Se você viesse questionar minha “escolha religiosa” deveria se preparar para ouvir uma aula de pelo menos horas de educação religiosa, histórica, geográfica, política, física, químia e biológica.

Porém sempre fiz de tudo para respeitar a religião dos outros, e só falava quando pediam minha opinião.

Hoje eu trato religião como qualquer outra palavra que existe:
Eu fecho os olhos, falo a palavra, e a descrevo como a primeira coisa que vem à minha mente quando penso nela.
O que vem a sua mente quando você escuta a palavra religião?

Quando ouço essa palavra, as primeiras imagens que vêm na minha mente é a interminável guerra entre muçulmanos e israelenses; a interminação rede de mentiras da igreja católica; é a mais recente mas não menos podre rede de corrupção das igrejas protestantes e sua exploração dos mais carentes e dos mais ingênuos; as queimas de livros e mulheres em praça pública; a intolerância dos extremistas e a preguiça dos centristas…

Com um currículo desses nas costas, não é de se adimirar que o homem adora a religião, assim como o futebol, assim como as apostas, assim como o boxe, assim como os partidos políticos… Pois na nossa natureza, está estampado com ferro em brasa, a nossa necessidade de escolher lados, de tomar partidos, de torçer a favor do nosso, e contra o do nosso vizinho.

Religião é só mais uma ferramente de auto-destruição.
Uma arma para quem não quer ter a responsabilidade de estar sozinho.
Que acha que o mundo está aob a supervisão de um ser maior que irá intervir caso nossos atos sejam catastróficos demais pra nós mesmo ou para o mundo onde vivemos. Para quem tem medo de morrer e não ter feito algo significativo em sua vida, e achar que terá uma segunda chance eterna em um lugar melhor. Ou simplesmente pra quem não tem para quem pedir nada ou não tem forças para ir em busca de seus sonhos.

No que eu acredito? Mantenha-se Faminto. Mantenha-se Tolo.

1 commentário(s):

  1. Confesso que porocuro não pensar tanto em religião. Isso se dá, óbvio, pela minha presunção de achar que não preciso dela. Porém, não posso negar a importância na minha vida. Ela é uma grande mestra quando queremos de fato exercitar a nossa tolerância.

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